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08/07/2020

Barcelona vence briga milionária nos tribunais com o Santos pela compra de Neymar

Barcelona, 07 (AE) - O Barcelona, anunciou, nesta terça-feira, que a Corte Arbitral do Esporte (CAS, sigla em inglês) rejeitou integralmente o pedido de indenização de US$ 69,2 milhões (cerca de R$ 368 milhões) feito pelo Santos por causa da negociação do atacante Neymar, em 2013.

O pedido do clube brasileiro foi motivado pelo fato de os catalães terem feito um pagamento antecipado de US$ 64 milhões (R$ 344 milhões) para o pai de Neymar e para a empresa N&N, da família do atleta.

"A CAS constatou que o contrato entre Santos e Neymar foi encerrado por acordo mútuo e que o Barcelona não desrespeitou o contrato de transferência quando pagou taxas adicionais ao pai do jogador e para a empresa N&N", disse o Barcelona em uma nota. "O Barcelona não cometeu nenhuma conduta fraudulenta quando assinou um acordo de pré-transferência com Neymar nem quando assinou a transferência com o Santos."

O comunicado acrescentou que o Santos havia sido ordenado pelo CAS para pagar as taxas legais do Barcelona no valor de US$ 21 253,99 (R$ 114.559,01)

A transferência de Neymar para o Barcelona foi repleta de polêmicas, levando o Supremo Tribunal da Espanha a iniciar uma investigação de fraude e corrupção sobre o jogador, que negou qualquer irregularidade, acima do valor de sua transferência. A investigação também levou ao então presidente do Barcelona, Sandro Rosell, que intermediou o acordo, a renunciar em 2014.

Ao lado Messi e Suárez, Neymar passou por grandes momentos em quatro temporadas, antes de ser negociado com o Paris Saint-Germain por incríveis 222 milhões de euros (R$ 1,197 bilhão, na cotação atual).

Apesar de todos os problemas, Neymar chegou a cogitar seu retorno para o time espanhol no ano passado. Não é descartada a possibilidade de uma nova investida do Barcelona na próxima janela de transferências, apesar do presidente Josep Maria Bartomeu ter dito recentemente que acha improvável um oferta consistente para tirar o brasileiro da França por causa do impacto financeiro da pandemia da covid-19.

Fonte: Estadão Conteúdo
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